quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Céu estrelado.


Vinha apressado, pois atrasar-se-ia para o serviço, novamente. Atravessava a rua rapidamente, notando um ou outro carro passando correndo pela rua,movimentada rua. E parou. Ao invés de atravesá-la, ficou de cócoras no meio-fio e olhava para a rua. O piche preto, meio sujo de pó, contrastava com o brilho de pequenos pedaços de vidro,mas bem pequenos mesmo, como se alguém tivesse moído as janelas da mãe para fazer cerol. Algum menino, talvez. E ele ficou olhando aquilo e pensando: como pode o pensamento do ser humano, ficar viajando com essas coisas idiotas que ninguém nota, e deve ser por isso mesmo, para não passar por idiotas que somos. E seguiu para o serviço, pois o relógio não parou durante o tempo da distração, só ele mesmo parara.

3 Comments:

Blogger AllDream said...

Oi!!!!!!!!!

tudo bem!?

Nossa, curti demais seu blog!

Me deu vontade de ler o Pequeno Príncipe!

uhuhhuuhuhuh

grande abraço e se cuide!

está add nos meus favoritos!

9:46 AM  
Blogger Tatiana said...

Pedacinhos de vidro tão pequenos que por pouco não se tornaram invisíveis? =)

5:15 PM  
Blogger Ricardo Xis said...

A pessoa citada na história deve estudar filosofia na federal. E o cabelo comprido é provável também.

7:13 AM  

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