Um vento entra por debaixo da porta e sobe pelos pés até chegarem nas costas e desembocar no pescoço,causando arrepios q vai até a ponta dos fios de cabelos.
Esfrega as mãos nos antebraços para esquentá-los e continua a teclar. O arrepio passou,mas o frio que sente nos pés permanece presente.
Os dedos não param muito,só quando pára,pensa,e tecla com tanta velocidade que parece uma chuva de teclinhas no chão.O fluxo de pensamento vem ao jorro,não deixando nem mesmo tomar um gole muito grande da caneca com água.
E parava as vezes,olhando para o nada,logo ao lado do micro,como se ouvisse alguma vozinha,bem lá no fundo do consciente,dizendo-lhe o que deveria escrever.E continuava naquela metralhadora de teclas.Mas de repente parava,olhava para o monitor,lia,relia,ajustava algumas coisas,se acomodava na cadeira e ficava imaginando a história percorrer seu caminho na sua cabeça,a história completa,não apenas aquele fragmento escrito no word.Então olhava para as frases soltas no micro,e retornava a massacrar as teclas,com rapidez e agilidade,esquecendo de tomar a água,que não estava mais fresca,mas continuava gelada devido ao tempo frio daquela madrugada.
E foi assim das 23 horas até às 5:29 da manhã,quando já tinha terminado de escrever e reia o que tinha feito. Corrigia as frases soltas,sem nexo; fazia pontuações antes inexistentes; as concordâncias nominais eram revisdas também,assim como as verbais,e a história estava sendo organizadanão como estava na sua cabeça,mas como deveria ser contada para que os outros entendessem o que realmente aconteceu.