domingo, 21 de outubro de 2007

Numa noite qualquer

Mas foi daquele jeito mesmo.Daquele que nem sabemos como,só depois de ver o estrago feito.
Uma folha que cai, o barulho do trem, o vento,outra folha,um pingo cai e vou direto pra debaixo do toldo mais próximo.Olho o relógio. Pra quê? Terei que esperar até as seis da manhã mesmo,e ainda são quatro. Nem um raio de sol(claro),nem um raio de luz de carro,só para provar que esse lugar aqui não é tão deserto quanto parece e dizem. Mas de fato é!
O vento com sabor de terra é tão gostoso.Da vontade de morder o ar,pegar com a mão e enfiar na boca,como criança,se lambuzando num prato de bolo.Mas é uma pena que não tem colorido nessa madrugada. Talvez no alvorecer,mas isso daqui umas duas horas mais ou menos.
Uma luz no céu, um risco, e uma estrela cai. Meu único pedido: sair deste fim de mundo.
Outra luz, na estrada,começa pequena,lá longe,mas fica alta e forte,quase me cegando. Um furgão branco,com o som bem alto tocando Stones.Então pára.

2 Comments:

Blogger Tatiana said...

On the road. ;)

'tou c/ saudades suas.

9:57 AM  
Blogger Ricardo Xis said...

Coincidência ou não. Hoje eu trouxe um disco dos Stones pro trabalho. SHE SAID YEAH!

10:32 AM  

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